Blog do José Ricardo Noronha


GlobalEnglish é destaque no The Wall Street Journal
 
Queridos amigos e amigas,
 
É com imensa satisfação que eu compartilho com vocês uma matéria recentemente divulgada pelo "The Wall Street Journal" falando da grande experiência da GlobalEnglish no mercado corporativo global e sobre como temos auxiliado nossos clientes a se tornarem mais eficientes e lucrativos através da melhoria das habilidades em comunicação comercial.
 
Vocês podem ler a reportagem em Inglês, clicando no link ou na imagem abaixo:
 
 
 
Ou se preferirem, podem ler a íntegra da reportagem já traduzida para o Português abaixo.
 
Dá-lhe GlobalEnglish!!
 
José Ricardo B. Noronha
 
Inglês fica mais difícil nos negócios
08/11/2007

A Computer Sciences Corp., uma consultoria americana de informática com escritórios em 49 países, fez uma solicitação peculiar, no ano passado, à empresa que ensina inglês a seus funcionários ao redor do mundo. A CSC queria que ela desse lições sobre como detectar sarcasmo.

Bente Holm Skov, o diretor de treinamento da CSC, diz que mesmo os funcionários que entendem o inglês de seus colegas ficam freqüentemente confusos com o senso de humor deles. Um funcionário francês ficou ofendido quando um colega britânico se referiu a um outro colega britânico como "not too clever" ("não muito inteligente") de brincadeira numa teleconferência.

A GlobalEnglish Corp., que dá aulas de inglês online para empresas como a CSC, ainda não oferece aulas de sarcasmo, mas está preparando. A empresa diz que essa é apenas uma das várias solicitações esquisitas para cursos de inglês - que já é a língua franca para o comércio global e influencia mais do que o dia-a-dia dentro de multinacionais. "Os clientes têm buscado ajuda para navegar em culturas diferentes, entender sotaques como o árabe ou o indiano e falar inglês com eloqüência", diz Mahesh Ram, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da GlobalEnglish.

As demandas recebidas pela GlobalEnglish e outras empresas do campo sugerem que funcionários nem sempre entendem o significado daquilo que um colega diz, mesmo que esteja usando a mesma língua.

"O desafio é garantir que as pessoas não aprendam apenas gramática e vocabulário, mas sejam capazes de entender", diz Christian Standaert, gerente geral da universidade corporativa da siderúrgica ArcelorMittal.

Mudanças ocorridas no comércio internacional acentuam os problemas. Um número maior de empresas está adotando o inglês como língua primária - mesmo aquelas como a ArcelorMittal, que tem sede em Luxemburgo e opera principalmente em países não anglófonos. Standaert calcula que apenas 10% dos 320.000 funcionários da ArcelorMittal falam inglês como língua materna.

A terceirização coloca milhares de funcionários de lugares como a Índia em contato regular com colegas e clientes que falam inglês. Multinacionais americanas e européias também estão promovendo uma maior quantidade de gerentes graduados de mercados emergentes como a China, o que requer que esses novos líderes não apenas falem inglês mas também sejam capazes de inspirar e persuadir nessa língua.

Os desafios resultantes disso não podem ser resolvidos com listas de vocabulário mais compridas. Richard Taylor - que chefiava o setor de treinamento do provedor de notícias e informação financeira Reuters Group PLC e agora tem um cargo semelhante na empresa de agronegócios Cargill Inc. - diz que funcionários que trabalham em equipes internacionais precisam esclarecer o significado de coisas que vão desde prazos finais até expressões comuns, e não podem supor que as nuanças serão entendidas.

Na Reuters, programadores americanos diziam a colegas tailandeses que "gostariam" que algo fosse feito até uma certa data e ficavam chateados quando isso não acontecia, diz Taylor. O problema: os tailandeses achavam que o pedido de seus colegas indicava apenas uma preferência - como em "eu gostaria de um pouco de água," diz ele.

Para evitar esse problema, Taylor ensinou os gerentes da Reuters a serem mais explícitos quando instruem as pessoas, e a prestar mais atenção a frases ambíguas. Ele pediu a chefes de equipe para especificar que uma reunião marcada para as 8 horas, por exemplo, começaria pontualmente, e não minutos mais tarde. Ele também chamou a atenção a que funcionários de certos países - em particular na Ásia - podem dizer "sim" mesmo que não concordem.

Para abordar esse tipo de preocupação, muitas escolas de inglês, como a Berlitz International Inc., da Benesse Corp., estão ampliando suas ofertas para incluir treinamento cultural. Alguns foram além do formato tradicional e oferecem aulas de administração, já que clientes têm pedido ajuda para motivação de funcionários e resolução de conflitos.

Com sede no Reino Unido, a York Associates começou em 1980 como uma escola de inglês para negócios. Mas o diretor Bob Dignen diz que ele passa agora a maior parte do tempo ajudando executivos de grandes empresas européias a liderar equipes internacionais ou preparar apresentações para audiências de culturas diferentes.

Num dos casos, Dignen avisou um banco suíço que uma apresentação planejada para gerenciar um banco estoniano adquirido havia pouco tempo poderia não ter muito impacto. O inglês estava correto, mas Dignen disse que os estonianos iam responder melhor a um estilo mais rigoroso e autoritário do que o que é usual na Suécia. Ele sugeriu a seus clientes que trocassem frases como "é bom" para "tem importância vital" e mostrassem empatia, abordando as preocupações dos banqueiros da empresa adquirida.

"Muita gente chega aqui achando que precisa de gramática e prática, quando o que eles precisam é de conhecimento gerencial", diz Dignen.

A GlobalEnglish, uma empresa de Brisbane, na Califórnia, disponível somente online para seus 450 clientes empresariais, também está aumentando sua lista básica de diálogos em inglês para negócios e exercícios, para seguir as solicitações de clientes. Ele agora oferece amostras de inglês falado por pessoas de 65 países.

Este ano, a GlobalEnglish adotou um seção em seu site com dicas multiculturais criadas por uma firma inglesa de treinamento, a Transnational Management Associates Ltd. Para quem trabalha nos EUA, "é importante exalar confiança, algo que os americanos aprendem desde jovens", recomenda o guia.
Fonte: Phred Dvorak / The Wall Street Journal


Escrito por José Ricardo Noronha às 12h03
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