Delírios Chavistas e Lulistas
A onda populista que tomou conta da América Latina na última década assusta. Assusta não apenas pelo destempero de seus principais personagens caricatos, como Hugo Chávez, Evo Morales e o nosso indefectível Lula, mas principalmente pelo perigo que isso representa à democracia e aos seus enormes e inquestionáveis benefícios.
Lula, mais uma vez entregou-se ao defender com unhas e dentes a "democracia" venezuelana. Com o conhecimento e autoridade adquiridos nos bares da vida, comparou o ditador em gestação Chávez à "dama de ferro" Margareth Thatcher, em uma clara e absurda confusão entre os regimes presidencialista e parlamentarista. Para completar o ciclo de abobrinhas, Lula ainda trouxe à baila outros chefes de Estado que à sua época cumpriram mandatos também longevos: Felipe González (Espanha), Helmut Kohl (Alemanha) e François Miterrand (França).
Lula quer sim o terceiro mandato! Não tenham dúvidas sobre isso! A escolha petista pelo apagado Devanir Ribeiro como mentor intelectual (e "isolado") da potencial emenda constitucional que permitiria o terceiro mandato ao Presidente Lula, é mais uma estratégia bem elaborada do Partido dos Trabalhadores, que ainda tem em Zé Dirceu o seu grande líder. Aliás, é importante que se frise que as lideranças petistas nunca negaram o apreço pela ditadura imposta por Fidel Castro à hoje isolada e miserável Cuba e à neo-ditadura chavista, que é turbinada por uma impressionante reserva de petróleo que dá guarida aos alucinados e bem arquitetados planos de Hugo Chávez, não apenas para perpetuar seu Poder na Venezuela, mas principalmente para se tornar o grande líder da América Latina.
E é aqui que mora o perigo. O Brasil é incontestavelmente o mais importante país da América Latina, com credenciais suficientes que o qualificaram como um dos quatro membros do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o grupo dos 4 países emergentes mais importantes do mundo. Não podemos deixar que estes desmiolados populistas, cada qual mantido por uma determinada riqueza ou característica (Chávez pelo petróleo, Evo Morales pelas generosas jazidas de gás e Lula pelos pobres coitados miseráveis mantidos à margem por estes absurdos projetos assistencialistas), tomem conta da América Latina, transformando-a em um rincão autoritário e ainda mais atrasado.
No entanto, me parece que infelizmente não temos em nossos políticos nenhuma liderança que tenha a envergadura moral e ética para mandar Lula se calar. Não com as palavras, o que soa deselegante, mas com ações claras que demonstrem à sociedade o interesse legítimo pela construção de um país mais justo, igualitário e acima de tudo com uma Educação de melhor qualidade, permitindo-nos sonhar com líderes mais bem informados, intelectualizados e mais bem preparados culturalmente.
Lula, que sempre faz questão de enaltecer que, ao final do seu 2o mandato, preferirá voltar a frequentar os mesmos lugares (entenda-se bares e botecos) que frequentou à época que era sindicalista e metalúrgico (parcos anos nesta função) à sair do país para lecionar nas principais universidades e centros de ensino do mundo, presta-se ao menos em suas constantes falácias à uma nobre lição: não podemos valorizar a ignorância. Será muito melhor ver Lula se refestelando nos botecos do ABC do que vê-lo desfilando séries intermináveis de impropérios mundo afora.
José Ricardo Noronha
Escrito por José Ricardo Noronha às 15h39
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