Ano Novo, problemas antigos
Depois de um longo período sem postar textos no meu Blog, estou de volta!
E devo lhes confessar que, ainda que com os ânimos revigorados e devidamente turbinados pelas festas de final de ano e de merecidas semanas de férias, iniciei o ano de 2007 com a mesma indignação que me acompanhou ao longo de todo o ano de 2006. Indignação, entenda-se, relacionada aos nossos governantes e em especial ao nosso Presidente Lula.
2006 foi um ano de eleições, o que se traduz em um ano inerte no ponto de vista de desenvolvimento sócio-econômico em um país tão necessitado como o Brasil. Vimos ao longo de todo o ano de 2006 o candidato Luis Inácio Lula da Silva em sua melhor forma, ou seja, livre das amarras de governar e em pleno desempenho do seu melhor papel e no deleite da sua função primordial, a de "Homem do Povo".
Na seara política, o ano de 2007 nasceu de forma grotesca. De um lado, um Presidente / Candidato cansado e necessitado de Férias (!!), usufruindo de duas semanas de descanso em uma base aérea militar no litoral paulista. De outro, dois pseudo-socialistas disputando voto a voto a confiança (ou seria o bolso?) dos parlamentares para chegar à tão almejada Presidência da Câmara. Não tão distante daí, um PSDB para a incredulidade geral anunciando apoio a Arlindo Chinaglia (frise-se do Partido dos Trabalhadores) para logo na sequência, na melhor e mais detestável característica tucana, assumir uma postura "em cima do muro" ao se dividir entre a opção representada pela terceira via (Gustavo Fruet do PSDB/PR) e o apoio ao PT de Chinaglia.
Janeiro de 2007 também nos reservou o "privilégio" de sediarmos a super importante Cúpula do Mercosul, que felizmente terminou ontem. Tal Cúpula teve como "grande destaque" a adesão da Bolívia ao natimorto bloco econômico chamado Mercosul. Em um evento poluído pela presença de demagogo-estadistas como Hugo Chávez, Evo Morales e Lula, Chávez conseguiu superar-se. Lançou a seguinte idéia: limitar a venda do petróleo venezuelano aos países ricos (entenda-se Estados Unidos da América), para promover desta forma o aumento do preço do petróleo no mundo. Idéia genial, não?!
Idéia nefasta de um tipo de governante que infelizmente tem dominado o cenário político da América Latina. Aliás, faço das palavras do grande jurista (e são-paulino também!) Dr. Ives Gandra da Silva Martins, as minhas: Chávez é o tipo mais mal acabado dos capitalistas: o capitalista selvagem, que se aproveita do fato de estar montado sobre uma das mais espetaculares jazidas de petróleo do mundo para promover uma cruzada anti-pobres. Sim anti-pobres, pois é neste momento em que as famílias menos abastadas do hemisfério norte do planeta mais necessitam do petróleo que esquenta suas casas. Sim anti-pobres, pois promove em seu próprio país, uma inacreditável e inaceitável disparidade de renda, onde muitos têm muito pouco, e muito poucos têm muito.
Você pode se perguntar, e o Brasil com isso? Lula é o Chávez brasileiro. Joga contra os pobres. Isso mesmo, joga contra os pobres, pois um Presidente que se sustenta sobre uma política assistencialista que praticamente elimina as chances de uma verdadeira inclusão social, é um anti-pobres! Anti-pobres sim, pois como Chávez, que se elegeu com o voto dos mais necessitados, Lula governa para poucos. E embora boa parte de sua turma já tenha sido defenestrada de seus cargos, a maior parte deles ainda continua mandando no PT, mandando no Governo, mandando em Lula e infelizmente mandando no Brasil.
Estou de volta! E infelizmente creio que o Populismo exacerbado também. Resta à nossa sociedade apertar as rédeas e controlar este impulso populista destes demago-estadistas. Façamos nossa parte!!
Um grande abraço a todos!!
José Ricardo B. Noronha
Escrito por José Ricardo Noronha às 11h04
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