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As lições de Jack Welch para o Brasil
Jack Welch, o lendário CEO da GE, que multiplicou seu faturamento por mais de 30 vezes ao longo de sua gestão, proferiu palestra anteontem na Expo Management 2006, já citada aqui neste Blog.
Celebrado como o Presidente mais admirado do mundo em todos os tempos, Jack Welch disse que a principal função de um CEO (Presidente), é formar uma boa equipe, pois será ela a executora da estratégia da Empresa e quem a levará ao seu objetivo final. Acho que todos nós, sem exceção, concordamos com isso.
No Poder Público, o esquema teria que funcionar da mesma forma. Teria, mas não funciona.
Ao escolhermos o nosso Presidente, todos os conceitos válidos no mundo corporativo, caem por terra. Ao longo do 1o mandato, praticamente toda a cúpula que fora criada pelo recém eleito Presidente Lula, se viu envolvida em grandes escândalos, que forçaram que boa parte dela abrisse mão de seus cargos. Sim, abrir mão, pois Lula não demite ningúem. É algo inconcebível para "companheiros" de longa jornada, como ele sempre os definiu.
Vejamos:
- José Dirceu era Ministro da Casa Civil. Pediu demissão após uma avalanche de denúncias que o ligavam umbilicalmente ao Escândalo do Mensalão.
- Antonio Palocci era Ministro da Fazenda. Pediu demissão somente apenas após as denúncias do caseiro Francenildo (não foram as denúncias de corrupção em Ribeirão que o derrubaram!). Lembram-se dele?
- João Paulo Cunha era Deputado Federal, com recente passagem como Presidente da Câmara dos Deputados. Renunciou ao cargo quando se viu encurralado diante da descoberta de um cheque sacado por sua esposa no Banco Rural no valor de R$ 50.000,00.
- Humberto Costa era Ministro da Saúde. Está hoje envolvido no mais recente escândalo nacional. O dos Sanguessugas.
- Luiz Gushiken. Delúbio Soares. Sílvio Pereira. Anderson Adauto. Angela Guadagnin (Dança da Pizza). Enfim, uma lista interminável de "companheiros".
Este era (ou ainda é?!?!) o Time do Lula!! Ao invés de formar um time de notáveis, formou um time de "companheiros" que tinham um único objetivo em mente: perpetuar o PT no Poder.
Jack Welch prega o seguinte: recompense os seus melhores funcionários (em geral 20%), estimule os demais (em geral 70%) e demita os 10% mais fracos.
Lula não demite ninguém, o que faz com que os 10% piores tenham que ser distribuídos entre os "estimuláveis" e os "recompensáveis". Lula não consegue formar uma boa equipe, o que faz com que os 20% melhores simplesmente não existam. Desta forma, ficamos com 100% do time de 1o escalão na categoria dos "estimuláveis". Isso Lula faz bem! Os estimula a roubar, a enganar o povo e por último coloca em prática mais um grande ensinamento do mestre Jack Welch: celebra junto com eles!
Abraços a todos!
José Ricardo B. Noronha
Escrito por José Ricardo Noronha às 15h43
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Brasil: O País do Futuro?
03 de Novembro de 2006. Rua 25 de Março. Trata-se da maior rua de comércio popular da América Latina. Neste dia, as estimativas dos jornais e TV's apontaram para um número de aproximadamente 1 milhão de pessoas que por lá passaram, dentre as quais eu me incluo.
06 de Novembro de 2006. HSM Expo Management 2006. Trata-se do maior Evento de Management do Brasil e de toda a América Latina. Tive a grata satisfação de assistir, dentre outras palestras, à excepcional apresentação do Dr. Stephen Covey, autor dos best-sellers "Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes" e "O 8o Hábito". Evento primoroso! Ao final do Evento, mais de 3.000 executivos se enfileiravam para pagar o Estacionamento ou para apanhar o táxi e retornarem às suas casas.
E o que exatamente tem uma coisa a ver com a outra?
O Brasil é um país de constrastes, o que não é novidade para ninguém. No entanto, continuo me surpreendendo com a capacidade ímpar que o brasileiro tem de criar, empreender e prosperar em um país marcado por profundas desigualdades sociais, econômicas e culturais.
Carga tributária de quase 40% do PIB nacional. Educação de baixa qualidade. Serviços públicos incipientes. Juros altos. Burocracia. Corrupção. Lula. Etc etc etc
Nada, nada mesmo é capaz de conter a "fúria empreendedora" do brasileiro. De um lado, deparamo-nos com o José, imigrande nordestino que fez e faz sua vida acontecer como camelô na 25 de Março. De outro, deparamo-nos com o Antonio, pequeno empresário que faz das tripas coração, para prosperar em um país onde a admissão formal de funcionários é praticamente impossível e as taxas para obtenção de crédito beiram à extorsão, e que estava ontem na Expo Management absorvendo novos conhecimentos para seu negócio e para sua vida.
Imaginem agora um Brasil com uma educação de qualidade, carga tributária menor, serviços públicos eficientes, juros decentes, legislação trabalhista mais flexível, menos burocracia e com políticos éticos e comprometidos com o futuro do país. O Brasil seria uma potência mundial!
Mas o Brasil continua sendo o país do futuro. Futuro que nunca acontece, pois a miopia de nossos políticos impede que cresçamos de forma sustentável e com olhos verdadeiramente voltados ao futuro. O que vale é o agora! E o agora que vivemos hoje é reflexo de todos os erros cometidos no passado, que certamente terão impacto negativo em nosso futuro, que infelizmente pode não acontecer.
Puxa vida, fiquei meio desnorteado.
Mas de uma coisa tenho certeza: podemos mudar isso tudo!
Abraços a todos!
José Ricardo B. Noronha
Escrito por José Ricardo Noronha às 15h22
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A solução é alugar o Brasil?
A Revista Exame desta Quinzena (Edição 880) nos brinda com uma reportagem sobre o processo de privatização no Brasil. No texto de estréia deste Blog falei rapidamente sobre os grandes benefícios do processo de desestatização do Brasil (citando inclusive a CVRD). A Exame agora nos traz uma visão ainda mais detalhada sobre os resultados do programa de desestatização, sobre os quais selecionei alguns indicadores pré e pós-privatização que falam por si só:
Número de telefones fixos e celulares:
Antes (1997): 23 milhões / Depois (2005): 137 milhões
Preço da linha telefônica fixa
Antes (1997): US$ 4.000 / Depois (2005): Zero
Empregos no Setor de Distribuição Elétrica
Antes(1997) 65.300 / - Depois (2005): 115.000
Investimentos da CVRD
Antes (1997): US$ 0,4 bilhão / Depois (2005): US$ 4,6 bilhões
Valor de mercado da CVRD
Antes (1997): US$ 8 bilhões / Depois (2005): US$ 60 bilhões
Empregos na CVRD
Antes (1997): 11.000 / Depois (2005): 40.000
Resultado financeiro na Embraer
Antes (1997): US$ 321,000,000 negativo / Depois (2005): US$ 709,000,000
Número de aviões entregues pela Embraer
Antes (1997): 4 / Depois (2005): 141
Empregos na Embraer 6
Antes (1997): 6.100 / Depois (2005): 17.000
Diante de dados tão claros, fica realmente difícil entendermos o porquê da instauração de um debate tão hipócrita especialmente no 2o turno das Eleições Presidenciais. Ou melhor, entendo sim! Hipocrisia e Política no Brasil andam juntos. Não há como separá-los. Fala-se uma coisa, faz-se outra. Prega-se uma coisa, defende-se de fato outra.
Sou adepto de Keynes e do seu conceito de intervencionismo econômico moderado, que prega que o Estado não precisa e nem deve ter o controle total sobre o poder econômico, pois como o quadro acima demonstra, em muito casos a iniciativa privada (sem as amarras políticas do Estado) consegue apresentar resultados muito mais robustos para uma sociedade faminta por bons serviços e principalmente por bons empregos.
Raul Seixas foi radical. Queria alugar o Brasil. Não é isso o que eu gostaria de ver. Nem o que Keynes nos ensinou.
Um grande abraço e uma ótima semana a todos!
José Ricardo B. Noronha
Escrito por José Ricardo Noronha às 08h03
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